quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Palhaço


"Cada um faz o que sabe fazer: o gato bebe leite, o rato come queijo, e eu... sou palhaço."
(Filme - O Palhaço)

De Outubro de 2012, o filme nacional "O Palhaço" dirigido por Selton Mello, que acompanha a trupe do Circo Esperança, é um dos mais encantadores que já vi, me apaixonei. Fotografia linda, personagens cativantes e uma simplicidade meiga, sempre presente nas melhores histórias. Nenhum universo é mais mágico que o circo. Nenhum circo é universo sem palhaço!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cuidar-nos

Fico aqui, cuidando de nada
que você chegue também assim, descuidado
Desse jeito mesmo, sem nada premeditado.
"Sabia que te achava!"
Teu sorriso me cuida
meus olhos não te desgrudam.
Te cuido para sempre se me cuidar
de qualquer jeito mesmo, sem tanto cuidado
- quem sabe pouco adequado -
Inadequado. Incuidado
Achegado. Juntado
Nós dois, juntos:
Cuidar-nos.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

.               (Carlos Drummond de Andrade)

Comemorando os 110 anos do nascimento do poeta lindo!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Libélula

"Dois anos depois, Fio estava com oito anos de idade, a tempestade ameaçava cair sobre a floresta. (...) Aquela tarde não se parecia com nada que fio já houvesse visto antes. Parecia encoberta por uma temperatura de cobre. O céu estava avermelhado,as nuvens tinham cor de âmbar, o ar agradável brilhava como se tivesse se misturado com os cabelos da menina. Fio estava sentada em um banco que tinha sido tirado de um Jaguar Sovereign e que ocupava havia anos um bom espaço no jardim difuso (...)
Mais um trovão. Fio sentiu que ela pertencia a mesma espécie que o céu e as árvores: acreditava intimamente, que a tempestade poderia surgir dela mesma. (...) Tomada por esse furor alegre, ela se levantou do banco e abriu os braços disposta a desencadear a sua paixão de menina.
Uma libélula tinha aparecido.
(...) ela disse a si mesma que aquela seria a sua forma, a forma de acordo com a qual ela iria viver. Nunca tinha visto nada tão belo. A libélula coroava a sua vida tão jovem, era a joia viva que autenticava a realeza de seus sentimentos."
(A Libélula dos Seus Oito Anos - Martin Page)

Um trecho e uma ilustração em homenagem a meu livro favorito e  feliz dia do livro!