quinta-feira, 27 de maio de 2010

A Green Little Bird


Pra facilitar minha vida criei esse blog e importei todos os posts do meu antigo. Estou meio sem rumo e espero que desabafar aqui me ajude em alguma coisa (:
O desenho acima eu fiz pensando nesses meus desabafos, pretendo contar várias coisas aqui, dividir o peso dos sentimentos, as penas da vida e os sorrisos ou lágrimas dos meus dias...


When the moon fell in love with the sun
All was golden in the sky
All was golden when the day met the night

When the sun found the moon
She was drinking tea in a garden
Under the green umbrella trees

[...]
So he said, "Would it be all right
If we just sat and talked for a little while
If in exchange for your time
I give you this smile?"

So she said, "That's okay
As long as you can make a promise
Not to break my little heart
Or leave me all alone in the summer."

[Panic At The Disco - When The Day Met The Night]

domingo, 23 de maio de 2010

Yann Tiersen

Mais um longo domingo, um dos melhores da minha vida. Geralmente eu associo esse dia da semana com uma curta manhã de sono, uma longa tarde monótona e uma noite que já sente cheiro de segunda-feira. Hoje foi diferente:
O despertador me acordou exatamente as 7:48 (não queria acordar as 7:45, achei cedo e não queria acordar as 7:50, achei que já seria tarde. Loucura, eu sei!), se fosse um dia qualquer eu teria relutado em levantar, mas não hoje, eu sabia que seria um dia especial...
Meu plano era deixar Pinhal as 8:30, atrasei (o que não é novidade), mas é que a única certeza era de que a Renata iria, já o Sillas e o Cássio não se encontravam no mesmo estado. Acabou que meu pai levou só a mim e a Rêe, Sillas disse que precisava dormir e que a mãe dele não havia deixado ele voltar pra São João (já que ele tinha passado a noite e a madrugada lá), Cássio precisava fazer a peixada que prometeu a mãe dele e disse que pegaria um ônibus mais tarde.
Depois de ter tomado meu café da manhã tive que esperar meu pai, sentei naquele solzinho da manhã, olhei o céu super azul, e a multidão de árvores dispostas na frente de casa, o dia estava realmente lindo! Mas não dava pra ficar calma feito a brisa matinal, minha ânsia de chegar logo na frente do Theatro Municipal era maior que meus pulmões e estômago.

Já na estrada, ouviamos no player do carro um CD com musicas do Yann Tiersen, ao chegar em São João da Boa Vista a trilha sonora era "La Rade", uma das minhas preferidas. E na frente do Theatro onde seria o show mais esperado da Virada Cultural Paulista, estava o Renan nos esperando. Tinha uma dúzia, mais ou menos, de gente na fila, que agora já contava com mais três. E debaixo de sol começamos nossa linda e incansável jornada para ter em mãos alguns dos ingressos.
O solzinho já tinha virado um astro desértico e quente em demais, insupor-tável ficar lá, era mais ou menos umas 10 horas. Me lembrei que tinha esquecido a sombrinha, sentei no chão e pedi pro Renan fazer sombra pra mim. Foi quando chegou um garoto com ar de timidez e se colocou na fila um tanto longe, eu com a minha típica cara-de-pau (na verdade é tipica de quando me encontro em um estado um tanto mais elevado) perguntei de onde ele era, e foi assim que o Rafael se juntou a nós. Não muito tempo depois mais dois meninos simpáticos chegaram, eram o Ranato e o Guilherme, dois irmãos que aumentaram nossa pequena galera. Agora só faltava o Cássio, que tembém era aguardado pelo Anderson, mais um amigo de fila, que trabalha na TV e queria um entrevista em Francês com o francês.
Não suportando mais o sol Renan e Renata foram procurar uma sombrinha ou guarda-chuva, qualquer coisa que fizesse sombra em pouco mais de meio metro quadrado, não acharam. Então foi minha vez, andei cerca de cinco ou seis quarteirões e achei uma dessas lojinhas cheias de trecos e cacarecos, disse que ia levar a sombrinha. O vendedor, e também locutor de rádio, discorreu milhares de instruções sobre como abrir e fechar uma sombrinha para aumentar sua vida útil.
De volta para a frente do Theatro, descobri que a organização passou a fila para a sombra, do outro lado da rua na calçada da catedral. Lá permanecemos até mais ou menos umas 2 horas da tarde, acho. Quando mudaram a fila de volta para a frente do Theatro pra começar a distribuição o Cássio chegou.
Enfim, ingresso na mão (o meu era número 331) e mais uma fila pra enfrentar até pouco antes das 16:30. Estávamos debaixo de sol de novo, agora abri minha sombrinha nova, aliás a sombrinha guardou fila pra gente enquanto ficávamos na sombra.

Dentro do Theatro, sentada na quarta fileira, de frente para o microfone do Yann, meu coração super palpitava. E quando ele e o resto dos meninos entraram no palco eu mal conseguia ficar na cadeira. Ele começou a tocar e meus olhos encheram de lágrimas, nem acreditava que era o francês que eu ouvia há quase dois anos que estava ali na minha frente, o compositor da trilha sonora de O Fabuloso Destino de Amelie Poulain! Depois que ele pediu pro povão ficar de pé eu debrucei na cadeira da frente, queria ficar o mais perto possível, a música parecia um ímã, que atraía minha alma sabe Deus pra onde. Como eu não podia voar, sempre que dava eu pulava e gritava feito louca, pirada, fora de mim; mais um pouco minha garganta teria sangrado e eu teria uma parada cardíaca por exigir demais do meu corpo. Tinha vezes que dava vontade de fechar os olhos e derreter junto com a música, mas não dava pra desgrudar os olhos do palco, lá Tiersen parecia um menino brincando de ser músico, cada vez que ele sorria era lindo e simples; por outro lado o palco parecia pequeno pra ele, a medida que música parecia querer me explodir, ele parecia inchar e ser infinito...
Yann se despediu, mas quem disse que a gente ia deixar ele ir embora assim? O Theatro inteiro fez uma barulheira enorme, palmas, gritos, pés batendo na chão. Ele voltou! E por duas vezes! E em uma dessas duas vezes ele tocou "La Rade"! E eu quis sair correndo e pular no pescoço dele!
Acabou o show e a adrenalina, minhas pernas e voz estavam moles, mas ainda assim juntei energias e disparei para o portão dos fundos do Theatro, o segurança disse que o melhor músico da atualidade sairia por lá...

Ele apareceu um tempo depois com um sorrisinho tímido no rosto e eu fui a primeira a tirar foto com ele, ele foi super simpático, fez piadinha e tudo. Também tirei fotos com todos os meninos dele e trocamos uma ideia. Até que uma das moças da produção (fiz 'amizade' com ela e mais uma) disse que a gente ia ter que sair de lá, já tinha dado a hora dos seguranças, pensei comigo "Ta né!", aí ela disse que a gente poderia ir pra um bar que os franceses queriam beber algo, eu perguntei "Em qual bar?"; ela "No que vocês escolherem".
Um tempo depois, era difícil de acreditar, a galerinha toda numa mesa tomando cerveja com o Yann Tiersen e banda, pareciamos amigos que já se conheciam e precisavam pôr a conversa em dia. Até ganhei uma moeda de eurocent do Stephan, o cara do som.
Não bastando tudo isso, o tecladista perguntou se a gente queria carona até São Paulo, pena que não moro em São Paulo. Não se pode ter tudo na vida, mas sou grata a Deus por tudo que ele me deu. Então só nos restou levar eles de volta para a frente do  Theatro. Conversamos mais um pouco enquanto a produção preparava a partida, e lá tiveram duas coisas que me marcou, as meninas de São Paulo que ensinaram o guitarrista, Robin, falar "saudade" e o abraço de despedida de cara um deles com a promessa de que eles voltam.
Meu pai pegou a gente na frente do Theatro mais ou menos uma hora depois, eu ainda não conseguia parar quieta, ao entrar no carro pedi pra colocarem o CD do Yann de novo, eu tinha que reouvir, enquanto contava o longo domingo pro meu pai e minha irmã.
Nos próximos dias vão ter que me aguentar pensando só nisso (parecendo uma romântica idiota) e falando só disso...


Myspace dos meninos:
Yann Tiesen: http://www.myspace.com/yanntierseninprogress
Robin Allender(guitarra): 
http://www.myspace.com/robinallender
Lionel Laquerrierre(i0logic): 
http://www.myspace.com/i0logic
Dave Collingwood(bateria): 
http://www.myspace.com/dwcollingwood
Stephane Bouvier(baixo): 
http://www.myspace.com/bouvierstephane


Fotografias: Renato Correia

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Cats


Ontem o dia começou cedo, apesar de ser domingo acordei as 7:15 com o alarme do meu celular "Go to Cats"; eu teria que estar na praça do Palácio do Café as 8 horas, porém, como sempre eu me atrasei e devo ter chego lá umas 8:15, cinco minutos depois da Renata (minha companheira de todas as horas, também atrasada, que amo demais) e depois de já terem ligado em casa me procurando. Eu sei, não tenho jeito. E a tendência é piorar ! kkkkkkkk
No caminho até São Paulo colocaram um DVD pra gente ver "O Som do Coração", eu já tinha visto esse filme, veria de novo, é lindo demais, amo música e tals, mas detalhe: Tava sem áudio, então coloquei o fone de ouvido e tentei dormir, assim como a Rêe. Ambas tentamos mas não deu em nada, foi em vão.
Paramos em um restaurante na estrada, Graal, pra tomar café da manhã, mas eu já tinha feito a festa com umas comidinhas no ônibus e minha companheira estava confusa sobre "comer ou não comer", eis a questão. Acabamos não comendo, mas veleu super a pena parar lá, o lugar é lindo demais, tinha um jardim com laguinhos cheios de carpas, carros antigos, a atendente vestida estilo anos 60, a decoração incluía fotos da Marilyn Monroe, Elvis, Stones, entre outros e tudo isso tinha como trilha sonora o rock'n roll. Adoooro!
Prosseguindo viagem chegamos a capital perto da hora do almoço, depois de todo o dilema da noite anterior sobre qual roupa vestir (não tinhamos ideia de como estaria o clima), passamos calor! Descemos no shopping Morumbi para um pesseio e o almoço . Lá, eu e Renata também contamos com a presença da minha tia Eliane, minha prima Júlia e uma amiga de família, a Dirce. Depois de almoçar, ver muitas vitrines com tudo aquilo que não precisamos para sermos felizes e rir muito com histórias de banheiro feminino seguimos para o Teatro Abril, para ver "Cats", o tão esperado espetáculo.
Eu sempre amo musicais e com esse não poderia ser diferente. EU AMEI! Ver todos aqueles gatinhos dançando, me deu saudade das aulas de balé (pretendo voltar a frequentá-las). Impossível chamar o elenco de 'atores', 'bailarinos' ou 'cantores'; o figurino, a maquiagem, a interpretação... tudo os tornavam gatos perfeitos. Eu simplesmente deixei de ver profissionais e vi Cats *----*. Sem contar que o Teatro Abril também e lindo !
Apesar do ar meio irrespirável pela grande quantidade de nicotina dos cigarros de um casal de senhores, eu suspirava, enquanto esperava a galera na porta do Teatro.
Na volta, travamos outra batalha contra a insônia, ela venceu de novo. Isso porque teve uma grande ajuda, o pneu do bus estourou! x: Dá pra acreditar? Estavamos quase dormindo, loucas pra chegar em casa, contar tudo para os pais e irmãs, tomar banho, não comer (tinha me empanturrado com legumes no almoço e a Rêe com um Mc Donald's) e dormir profundamente; mas não, a gente passou a viajar a 30 km/h e paravamos em todas as moitas que se mexiam (nas que não se mexiam também ¬¬') para tentar achar um borracheiro.
Depois de vários quilômetros, acabamos parando aqui do lado de Pinhal, na cidade vizinha e fomos todos despejados do ônibus pra esperar o pneu novo numa calçada qualquer... Se estavamos estressadas? Não, na verdade estavamos BEM estressadas, mas pessoas felizes não se deixam abalar facilmente, ainda mais depois de um dia de cultura. Sentamos na calçada suja e cantamos "Fresno"; não gosto de frases feitas mas eu tive que dizer: Quem canta seus males espanta!
Dopadas de sono, meio chapadas, cantando muito e falando bobagens sadias, não demou e a gente já tava cada qual em seu lar, não tem problema que já era a madrugada do dia seguinte, a madrugada de hoje (:
Apesar de tudo, o dia foi perfeito. Se o pneu não tivesse estourado não teriamos sentado naquela calçada desconhecida e rido muito, talvez nossa viagem para assistir "Cats" não teria sido TÃO inesquecível como foi... Nada estraga um dia desses.

De lembraça ficam as fotos, que assim que eu pegar com a Rêe posto aqui, e esse texto.

. . .

E aí estão as fotos:

Renata, Júlia e eu; porta principal do Shopping Morumbi

Eu e Renata, no Teatro Abril; suspirando depois do espetáculo


sábado, 1 de maio de 2010

O que fazer quando você tem que tomar a decisão mais importante da sua vida e ainda não ta pronto pra isso?
Eu decidi apenas tentar ser feliz.
É lógico que a vida não se resume a uma só decisão, por isso eu passei a acreditar que "os sonhos se reciclam" -- eu não to pronta pra deixar uma vida pra trás. Mas não foi fácil, de certa forma, decidir isso; a cabeça fervilhava de dúvidas (ainda fervilha, mas me sinto mais a vontade agora), os olhas ficaram vermelhos de tanta incerteza e angustia que brotavam deles, não me sentia bem em nenhum lugar que não fosse no meu mundo particular (se eu pudesse viveria só nele).
Foi em um desses momentos perturbados que escrevi:

Diário

Os pés gelados, o pensar que pira,
na respiração a ausência.
Tudo não passa de um inspira-expira:
Silencioso som monotono. Persistência!

A luz que acende é a mesma que apaga.
O dia que traz o calor é o mesmo que afaga,
traz frio, angustia e todo o contrário:
O certamente de hoje é o duvidar diário.
[30/04/2010]

Depois disso senti que o fardo era do papel, não mais meu, dormi bem nos braços de Deus (que para os gregos seria Morfeu).
Duas coisas me marcaram nesse período de decisão, na verdade foram mais que duas, pois eu tive total apoio dos meus pais (eles também tomaram parte do meu fardo), mas foram duas coisas que meu pai me disse: "não pude realizar meu maior sonho, então eu tento ser o melhor naquilo que faço" e "o maior no reino de Deus é aquele que serve com alegria".
Dias antes de me dizer isso, no começo da semana, ele tinha me pedido ajuda com seu trabalho, que estava atrasado, eu disse que não poderia ajudar porque tinha que estudar (uma coisa que já não me fazia mais feliz, odeio exatas!).
Ontem e antes de ontem passei o dia com ele, há um bom tempo não me sentia tão util e feliz. Servi com alegria a pessoa que me serviu durante minha vida toda, e se eu não to pronta pra ser a melhor em outro lugar, eu vou ser a melhor aqui. No momento foi a melhor decisão que pude tomar..


Obs.: ontem eu fui pra um dos meus últimos dias de cursinho, enquanto esperava o bus chegar sentei em um canto excluido peguei um livro (sempre carrego um comigo, são minha paixão)para ler sob a luz do poste, O Mundo de Sofia. Um dos amigos que fiz lá veio se despedir e perguntou "O que você ta lendo?", eu disse o nome do livro e do que se tratava "...um romance sobre a história da Filosofia" acho que ele ficou um pouco surpreendido "Nossa! Você é muito diferente..". Era exatamente como eu me sentia, "diferente", aquele ambiente a minha volta não era o meu, eu não precisava de nada daquilo, nem aquilo precisava de mim, por isso me refugiei no livro. enquanto pensava que meu pai ainda precisava de mim e que eu precisava ta junto dele, vi o quanto sou importante no meu mundo, que não posso simplesmente deixá-lo pra trás.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Cuore Di Pirata

Esse foi um dos mais incríveis começos de semana da minha vida, se não O mais incrível!
Tudo começou no domingo de manhã bem cedinho, não gosto muito de acordar cedo mas quando isso acontece quer dizer que é por um motivo especial e fantástico, peguei minhas malas já prontas desde o sábado, ou basicamente sexta e fui de encontro ao meu destino. A viagem pareceu ter menos de duas horas, talvez por eu ter dormido a maior parte do tempo, mas quando se chega a capital do estado algo em mim me obriga o olhar sem parar pela janela: uma infinidade de edifícios altos, tantos carros, muito movimento, coisas diferentes e uma multidão de pessoas. Mas dessa vez meu destino não era São Paulo, e sim Santos.
Desde pequena eu adoro Santos, minha familia costumava passar as férias de verão lá e foi ótimo sentir a maresia de novo, o gosto salgado, o ar grudento e pesado e a mudança da pressão. Só que esse verão seria totalmente diferente dos outros, porque lá estava ele, um transatlântico enorme nos esperando no porto!Enquanto esperava que fizessem o check-in por mim eu tentava me distrair com minha leitura infanto-juvenil, Poderosa 5. O ambiente do cais já se tornara familiar quando chegou a hora do nosso embarque, aquele navio parecia um prédio encima da água! E como era lindo! A tapeçaria do chão, o metálico do elevador, a decoração de cada ambiente! E Deus, o que era aquela comida? Tantos legumes que nem se eu fosse carnívora pediria carne. A primeira coisa que fizemos ao chegar foi almoçar. Depois eu e minha mãe fomos conhecer o navio: trilhões de bares (não sou exagerada não), o cassino, as piscinas, o teatro, a academia, o spa e os restaurantes - me sentia a rainha da Inglaterra jantando.

Passamos dia de domingo no porto de Santos e no fim da tarde começamos a navegar em direção ao Rio de Janeiro.
Sim, o Rio continua lindo! Nada melhor do que tomar o café da manhã olhando para a ponte Rio-Niterói, a vista era mais do que perfeita. M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A! Queria ter descido pra um tour pela cidade, mas acordei um pouco tarde por conta da festa da noite anterior - eu babei no italiano que tocava violino - e iria ficar um tanto corrido. Não importa, minha mãe disse que ainda voltaremos lá e o pôr-do-sol que vi no fim da tarde, foi o mais... indescritível! Aquele sol laranja se pondo atrás do Cristo! Nossa!
De noite vi mais um musical no teatro Atena (vou sentir falta de teatro todas as noites), mais uma festa, que nessa noite era com um tema rock'n roll e muita música dançante dos anos 60. Ah! E olhar para o mar durante a noite era muito estranho, como se logo ali na frente o mundo fosse acabar em escuridão. Medo!
Na terça nós amanhecemos em Ilha Bela, a praia mais fofa e encantadora que já conheci, achei que fosse impossível ver um mar mais azul que no Rio, mas em Ilha Bela era ainda mais azul, acho que eu nunca tinha visto aquela cor em todos os meus 18 anos. A Ilha também era encantadora, olhando das janelas do cruzeiro parecia que os moradores não poderiam ter achado melhor maneira de viver em contato com a natureza e não pude evitar de querer molhar meus pés na praia de areia pedregulhenta cheia de peixinhos. E foi lá que eu fiz minha primeira amizade, o Fabricio. Ele também estava a bordo, me apresentou mais algumas pessoas e curti demais a última noite. Jantei pela última vez sentindo o balanço do mar, comi muitas frutas na festa ao lado da piscina e depois fui pra discoteca, lá conheci o Gustavo, a Letícia, o Marcio e mais um monte de gente. Quando a música parou de tocar subimos pra um dos pontos mais altos do navio pra ver o sol nascer.
E agora estou aqui na frente do meu PC, ainda sentindo o balanço do mar. É como se a viagem de volta não tivesse existido, eu só dormi no ônibus lá no porto em Santos e acordei aqui na minha pequena cidade do interior.

Last Dinner

Last Sunrise

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Never Grow Up


Faz muito, muito tempo mesmo que nem olhava pra esse blog, mas hoje, do nada, me lembrei que tem um lugar onde posso colocar todas as coisas que sinto e, apesar de quase ninguém (ou ninguém) ler o que escrevo aqui, depois de um longo tempo os meus sentimentos continuam aqui expressos em palavras..


Esse é meu primeiro post de 2010, e o comparando aos outros, percebi uma sutil diferença entre as minhas preocupações de antes e minhas preocupações e medos de agora. Antes era só uma questão de auto conhecimento e agora é medo de não me auto conhecer bem o bastante pra tomar decisões e atitudes importantes. Talvez eu nunca me conheça bem o bastante, afinal a gente amadurece aos poucos e muda aos poucos, quando para pra comparar o que você era e o que você é, nenhuma das duas coisas é suficientemente clara, só a noção de que o tempo passa e as coisas mudam.
Apesar do amadurecimento ser praticamente imposto pela vida eu nunca quero me achar adulta o suficiente pra chamar o mundo de criança, pelo contrario, quero que o mundo me veja como criança: Uma criança ama sinceramente, não tem preocupações (a não ser se amanhã chove ou não pra poder brincar lá fora), tem uma liberdade incrível, uma imaginação inexplicável, quase nenhum medo (os medos que tem, nem sequer existem nesse mundo), a inocência e o cuidado de todos que a cercam.
Há alguns dias atrás assisti "Em Busca Da Terra Do Nunca", um filme estrelado pelo Johnny Depp (por quem sou apaixonada *-*), conta a história de James Barrie escritor de Peter Pan, o menino que nunca cresce. Sempre que me vejo diante de algo ligado a Peter Pan fico complexada, já me auto diagnostiquei com complexo de Peter Pan, mas foi o que me fez refletir sobre toda essa coisa de amadurecimento. No início dá aquela dor no peito, angustia, medo; mas depois é bom, vejo que o tempo só passa para aqueles que tem a alma velha, só envelhecem aqueles que esquecem que ainda são crianças...

"De ontem em diante serei o que sou no instante agora
(...)
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira"

[De ontem em diante - O Teatro Mágico]

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

"...todos passarão e eu passarinho"

Acabei de acordar, sei que é meio tarde pra isso, mas é que eu cheguei em casa quase 6 da manhã.
Na madrugada de hoje aconteceu a melhor festa que já fui na minha vida, a melhor festa de todas. A festa da minha formatura de ensino médio *----------*
Tô feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz porque os meus amigos, professores e familiares tavam todos lá, reunidos, teve música a madrugada toda, dançei muito,o tule do meu vestido até me machucou de tanto que pulei! Tinha um monte de comida, uma cascata de chocolate e bebida de 20 mil tipos, mas nem tava descendo nada pela garganta, eu tava tão feliz (:. Triste ao mesmo tempo porque talvez seja uma das ultimas vezes que a gente se reúne, vai dar uma puta saudade de acordar super cedo e ver aqueles rostos familiares todos os dias, vô sentir falta demais de toda a bagunça, da comida da escola e até das aulas com cada um dos professores que admiro muito, chorei tanto quando pensei nisso.
Agora começa uma nova faze na vida, a faze chamada "não tenho a menor ideia do que vai ser", mas a vida não para pra eu viver pra sempre o ensino médio, pena!
Depois de acordar essa tarde, foi que me caiu a fixa de vez, porque parecia que eu nunca ia acordar formada e dizer: não preciso mais ir na escola, na verdade preciso e não posso x: Então me restam na lembrança as melhores pessoas, os melhores abraços, os melhores momentos, sorrisos, aprendizados e lições. Foram três anos que me viram crescer e amadurecer, que me ensinaram a voar (queria poder ficar aprendendo pra sempre), que me fizeram ser quem eu sou e isso vou levar pra sempre...

Algumas das melhores pessoas com quem convivi durante 3 ou mais anos *-*